O que é e como funciona um exploit?

O que é e como funciona um exploit?

“Foi-se o tempo em que manter softwares e máquinas atualizados era um capricho de TI.” Entenda o que é e como funciona um exploit e proteja seus dados.

Vulnerabilidades, num mundo digital, são as portas de entrada para diversas ameaças. Você já deve ter ouvido o termo, mas afinal o que é e como funciona um exploit?

Se você se irrita com a série de atualizações de segurança do Windows e de outros softwares, pare de se aborrecer. Em muitos aspectos, elas são uma das formas pelas quais seu computador e rede permanecem ilesos.

Foi-se o tempo em que manter softwares e máquinas atualizados era um capricho de TI. Os exploits derivam de vulnerabilidades que são originadas em falhas de programação, pequenas aberturas em sistemas de segurança e falta de atenção em configurações.

Há como evitar tudo isso, mas o processo é em geral dispendioso e demorado. Contudo, os mais modernos suites de antivírus corporativo e endpoint protection se viram na obrigação de atacar de frente essas ameaças.

Uma busca por falhas

Como já dissemos aqui, desde hackers que disputam espaço em suas comunidades até hábeis e mal intencionados criminosos virtuais, todos buscam falhas em programas. A razão é muito simples: praticamente todos os softwares e programas da atualidade trocam dados com a web em algum momento. E é exatamente nesse momento, em conjunção com alguma falha de segurança, que hackers e invasores encontram uma oportunidade.

Ciber-ataques ocorrem a todo momento nos dias de hoje. Para levá-los a cabo, desenvolvedores mal intencionados exploram exatamente os pontos fracos de programas. O Windows emite, várias vezes por semana, por exemplo, atualizações de segurança. Cada uma delas corrige uma abertura que possibilitaria a um hacker encaixar um script ou spyware, ou mesmo invadir diretamente seu sistema.

É como uma corrida: empresas procuram falhas em seus programas, que possam levar a exploits. Hackers, por outro lado, correm para descobrir exploits antes que os vendors dos softwares possam corrigi-los. Em meio a essa infindável disputa está você – um alvo esperando para ser atacado.

Uma comunidade ativa

Mesmo fora da “deep web”, exploits encontrados são amplamente divulgados entre a comunidade de desenvolvedores. Claro, para alguns deles, o objetivo é o de proteger seus próprios sistemas e redes. Para outros, contudo, a meta é criar scripts que explorem essas falhas.

É possível ter uma ideia da extensão do potencial de ameaça dos exploits consultando alguns arquivos online que registram falhas encontradas em programas. O “Exploit Database”, por exemplo, é um site que lista e cria arquivos de todos os exploits encontrados e conhecidos em softwares comerciais.

Uma vez divulgado um exploit, membros da comunidade virtual passam a usar tal abertura para criar ataques, elaborar scripts e malwares e também criar defesas para que outros hackers não possam explorar esses exploits em seus sistemas.

O que é e como funciona um exploit?

Empresas que hoje lideram o mercado de endpoint protection, como Sophos, Symantec, Kaspersky e outras, atualizam-se constantemente a respeito desses exploits e oferecem a seus clientes opções para lidar com eles. Atualizações ajudam, mas um sistema de defesa extra é sempre bem-vindo.

Entretanto, os exploits podem ser uma ameaça ainda mais grave. É aí que entram os chamados “zero day” exploits…

Conceito de zero day exploit

Os zero-day exploits constituem hoje a maior ameaça à segurança da informação. Essas falhas de programação e desenvolvimento são a raiz de grandes ameaças da atualidade, tais como:

  • Alguns dos mais persistentes worms e ransomwares
  • Ataques DdoS de imensa escala
  • Proliferação de spywares capazes de roubar senhas e identidades digitais em massa
  • Ataques a sistemas de dados de redes sociais e atentados contra a privacidade de seus usuários

O zero-day exploit é basicamente aquela falha de programação que ainda não foi sequer divulgada ou mesmo detectada. O termo refere-se ao fato de que o desenvolvedor do programa tem “zero dias” para lidar com a brecha. Contudo, a contagem regressiva começa quando os primeiros hackers encontram essa porta para proliferar seus malwares e ataques.

Essas ameaças podem assumir a forma de trojans, worms que alteram sua própria assinatura ao longo das infecções (polimórficos) e ataques tradicionais de requisições. Quando uma empresa ou organização é alvo de um ataque de zero-day exploit, apenas pode reagir a essa ameaça.

Por essa razão, sistemas mais modernos de endpoint protection passaram a observar e usar inteligência artificial para determinar os padrões que antecedem esses ataques. Uma vez que a falha em si não é conhecida, sua única oportunidade de sair ileso é identificar um padrão criminoso ou irregular nas requisições e acesso efetuados em sua rede.

Expoits estão mais presentes em nosso meio que imaginamos. Pode ser uma empresa de grande porte, até um usuário em sua própria casa, todos podem ser vítimas. Uma dica para se proteger é sempre manter seus sistemas operacionais atualizados.

As atualizações são uma das formas que os desenvolvedores tem de diminuir as brechas sistêmicas que causam as tão temidas invasões. Para além de atualizações, busque uma solução de segurança para seus dispositivos. Atualmente, os Endpoint Protections vem com anti-exploit, uma ferramenta que auxilia na proteção a essa ameaça.

Leia o post que falamos sobre as novas funcionalidades do Sophos Endpoint Protection. Essa é uma das soluções que como dissemos anteriormente, contempla a ferramenta de anti-exploit, além de várias outras formas de proteção. Clique aqui.

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Symantec

 

 

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About the Author

Hugo Bär
Sócio-diretor da Tripla, responsável pela área de Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento de Produtos, com mais de 15 anos de experiência em empresas no Brasil e Europa, nas áreas de redes e segurança da informação